Deputado Silvio Antônio alerta que a adoção da escala 6×1 pode agravar ainda mais as demissões no país
O deputado federal Silvio Antônio (PL-MA) alerta que a adoção da escala 6×1, do PEC 145/2015, em um cenário em que o Brasil já registra mais de 16% de desemprego, pode agravar ainda mais as demissões no país. Ele destaca que está em discussão um novo projeto de lei, com outra forma de cálculo e uma alternativa à 6×1, que busque equilibrar os interesses de trabalhadores e empresários. Para Silvio Antônio, o foco deve ser preservar empregos e evitar que mudanças mal planejadas prejudiquem ainda mais quem já sofre com a falta de oportunidades.
O QUE É
A proposta visa alterar a Constituição Federal para reduzir a jornada de trabalho semanal de 44 para 36 horas. A mudança será gradual, começando com uma redução para 40 horas na primeira fase e diminuindo uma hora por ano até atingir o limite de 36 horas semanais.
Veja breve opinião do deputado Silvio Antonio sobre o tema:
O QUE DIZ O AUTOR – Senador Paulo Pain (PT/RS)
As possíveis consequências da escala 6×1 são variadas:
– Para os trabalhadores, haverá uma redução na carga horária semanal, o que pode melhorar a qualidade de vida e aumentar o tempo disponível para atividades pessoais e familiares.
– Para os empregadores, a redução da jornada pode exigir ajustes na organização do trabalho e possivelmente a contratação de mais funcionários para manter a produtividade.
– Para o mercado de trabalho, a medida pode gerar novas vagas de emprego, ajudando a reduzir o desemprego.
– Para a economia, a mudança pode ter impactos diversos, como possível aumento dos custos operacionais para as empresas e possíveis efeitos positivos no consumo e na produtividade dos trabalhadores.

Relator da proposta que prevê fim gradual da escala de trabalho 6×1, sem redução de salário (PEC 145/2015), senador Rogério Carvalho (PT-SE) defende a aprovação da medida. O texto já passou pela Comissão de Constituição e Justiça. Ele acredita que a mudança vai beneficiar 38 milhões de trabalhadores e espera que seja aprovada no primeiro semestre de 2026. O fim dessa escala é prioridade do governo federal, que deve enviar também projeto para análise do Congresso Nacional.
Por Beatriz Marks

