Ministros são proibidos de desfilar em carro alegórico de Janja

O ministro Sidônio Palmeira (Comunicação Social) proibiu que integrantes do 1º escalão do governo desfilem no Carnaval do Rio. Avaliou que a exposição nesse tipo de evento pode desgastar a imagem do presidente Lula (PT) em ano eleitoral. A recomendação para quem for ao Sambódromo da Marquês de Sapucaí é de ficar em camarotes.

A primeira-dama Janja Lula da Silva será destaque no último carro alegórico, que tem o mote “amigos de Lula”. Inicialmente, 7 ministros também integrariam a ala, mas desistiram depois do veto de Sidônio. Uma exceção foi aberta para a ministra Anielle Franco (Igualdade Racial). Carioca e amiga de Janja, a ministra, por enquanto, também desfilará.

Ministros são proibidos de desfilar em carro alegórico de Janja

Além de Janja e Anielle, estarão no carro alegórico Marcelo Freixo, presidente da Embratur, Bia Lula, neta do presidente, Tereza Cristina, cantora e compositora, e Juliana Baroni, atriz. Outras personalidades também devem integrar a alegoria. Alguns dos convidados desfilarão no chão.

O medo de o Planalto ser contestado na Justiça Eleitoral também motivou a decisão de Sidônio. O Partido Novo ingressou com uma representação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na 3ª feira (10.fev.2026) por propaganda eleitoral antecipada contra Lula, o PT (Partido dos Trabalhadores) e a Acadêmicos de Niterói.

A ação questiona o samba-enredo que homenageará o presidente. A legenda pede que o Tribunal aplique uma multa de R$ 9,65 milhões, valor correspondente ao custo total estimado do desfile.

A ministra do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Estela Aranha, foi sorteada na 4ª feira (11.fev.2026) como relatora da ação. Ela foi indicada à Corte por Lula em 2025.

Além disso, há o receio de que haja alguma contestação judicial pelo fato de o cerimonial da primeira-dama, formado por funcionários da Presidência, ter convidado diretamente empresários, banqueiros, políticos e artistas. Queriam saber as medidas dos convidados para mandar confeccionar as fantasias. Muitos preferiram aceitar apenas o camarote.

Existe ainda o risco de que a Acadêmicos de Niterói seja rebaixada. Este é o 1º ano da escola no Grupo Especial do Carnaval carioca. É comum subir num ano e cair no outro. As manchetes seriam um prato cheio para a oposição.

INTERNAUTAS CRITICAM O USO DO DINHEIRO PÚBLICO PARA PROMOVER LULA EM ANO ELEITORAL

Parte do governo se arrependeu de ter topado a homenagem que a Acadêmicos de Niterói propôs no ano passado. Lula deu aval ao samba-enredo. Há o temor de que as imagens do desfile na Sapucaí reverberem ao longo da campanha eleitoral de forma negativa.

Para uma parte do público evangélico, por exemplo, o Carnaval é uma festa reprovável. Lula vem tentando se aproximar desse segmento religioso, especialmente na periferia, para reduzir sua rejeição.

Outra parte do eleitorado pode considerar inadequada a participação do presidente. É impossível calcular o efeito ao longo dos próximos dias ou semanas. Mas há um risco real de haver impacto menos positivo do que Lula poderia desejar.

De Poder360

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