Acadêmicos de Niterói foi rebaixada no Carnaval 2026
A Acadêmicos de Niterói foi rebaixada do Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro, ficando em último lugar na apuração desta quarta-feira (18). A escola fazia sua estreia na elite das agremiações neste ano, abrindo a primeira noite de desfiles na Marquês de Sapucaí, no domingo (15), com um enredo inteiramente dedicado à trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), contando, no desfile de domingo (15), a sua história desde a infância no Nordeste, passando pela migração com a família para São Paulo, o trabalho como torneiro mecânico e a liderança sindical, até a Presidência da República. No entando,não foram citados os inúmeros escândalos de corrupção.
O deputado federal, Silvio Antonio, que também é líder cristão evangélico da Igreja Mais em São Luis do Maranhão, comemorou o rebaixamento em live no seu instagram:
“De Deus não se zomba!” Gálatas 6:7 (Bíblia Sagrada)
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Apesar da proposta, a agremiação, que estreou no Grupo Especial após conquistar a Série Ouro em 2025, terminou a apuração na última colocação nesta quarta (18). Com 264,6 pontos, a Acadêmicos de Niterói recebeu apenas duas notas 10, ambas no quesito samba-enredo.
Críticas além do Carnaval
A escolha do enredo extrapolou o Carnaval. Partidos de oposição acionaram a Justiça Eleitoral sob a alegação de abuso de poder político, propaganda antecipada e uso de imagem em evento financiado com recursos públicos. Os pedidos para impedir o desfile, porém, foram negados.
Grupos evangélicos e parlamentares também questionaram trechos da apresentação e anunciaram a possibilidade de medidas judiciais. Ataques aos conservadores, evangélicos e as famílias durante a paresenação da escola, pesaram na opinião pública e movimetaram as redes sociais. E a tag Trend “familia em conserva” gerou milhões de fotos de familias em latinha de conserva, feitas com ajuda de IA.

Ações judiciais e representações
O enredo da Acadêmicos de Niterói foi alvo de pelo menos dez ações judiciais e representações no Ministério Público e no TCU que tentaram impedir o desfile ou suspender e reverter repasses de recursos públicos.
As iniciativas alegavam que trechos do samba e da apresentação configurariam propaganda eleitoral antecipada do presidente Lula – a Lei Eleitoral só permite propaganda após 16 de agosto.
Também houve pedidos para barrar a presença do presidente na Marquês de Sapucaí e para restringir manifestações consideradas ataques a adversários.
O caso chegou ao plenário do TSE, que, por unanimidade, negou liminar para proibir o desfile, sob o argumento de que a intervenção poderia caracterizar censura prévia. Ministros, porém, alertaram que eventuais condutas na Avenida poderiam ser analisadas posteriormente e resultar em punições.
Após o julgamento, o PT orientou integrantes a evitar atos que pudessem ser interpretados como propaganda antecipada.
aPor Beatriz Marks

