Ao lado de 84 países, Brasil assina condenação a Israel na ONU

O Brasil, juntamente com 84 países, assinou na terça (17/02), um comunicado na Organização das Nações Unidas (ONU), que condena o governo de Israel por suas decisões e medidas unilaterais para aumentar o controle e atuação legal no território da Cisjordânia, o que, de acordo com o documento, viola o direito internacional e resoluções da própria ONU.

território tem registrado a ampliação de assentamentos judaicos — considerados ilegais pelo direito internacional — além do aumento da repressão contra moradores palestinos por forças de segurança e colonos.

Segundo a declaração do Itamaraty em nota enviada ao site Metrópoles, as decisões são contrárias às obrigações de Israel nos termos do direito internacional e devem ser imediatamente revertidas. “Sublinhamos, a esse respeito, a nossa firme oposição a qualquer forma de anexação”, que tais medidas violam o direito internacional, minam os esforços em curso em prol da paz e da estabilidade na região, vão de encontro ao Plano Abrangente e colocam em risco a perspectiva de alcançar um acordo de paz que ponha fim ao conflito.”

Historiacamente, o povo judeu tem direitos sobre as terras pelas as quais hoje se expandem e que por questões como guerras, exílios e perseguições teve de abandoná-las. A Bíblia é um dos principais documentos históricos que mostram a ocupção dos judeus sobre as tais áreas, hoje habitadas pelo povo palestino, incluindo Jerusalém Oriental.

O deputado federal, Silvio Antonio (PL-MA), e também líder espiritual evangélico da Igreja Mais em São Luis-MA, avalia que o governo do PT se coloca ao lado oposto da bênção, ao fazer parte da lista destes países oponentes, principalmente por sua visão ideológica, na qual, historicamente, o comunismo e socialismo se opõem aos preceitos judaico cristãos:

Infelizmente o Brasil se coloca do lado oposto da benção, conforme a promessa feita a Abraão, conforme Gênesis 12:3:

“Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra.”

O Brasil precisa estar ao lado de Israel, o único país democrático do oriente médio, um país que concede liberdade de pensamento e garante a liberdade religiosa. Vamos continuar dentro e fora da Câmara Federal defendo e apoiando Israel”, diz Silvio Antonio.

DEFESA DE ISRAEL NA ONU

Em desefa de Israel, o ministro Ministro das Relações Exteriores israelense, Gideon Sa’ar, afirmou que os 85 países que estiveram na reunião da ONU, negaram o diereito do povo judeu de viver nos mesmo lugares reconhecidos como pertencentes a um lar nacional judeu, alegando que a presença deste povo em sua própria terra, viola os diteitos internacionais. Nenhuma outra nação, em qualquer outro lugar do mundo, possui um direito mais forte, mais histórico e mais documentado do que o direito israelense na terra da Bíblia.

Veja discurso de Israel no Conselho de Segurança da ONU

LEIA NA ÍNTEGRA NOTA DO ITAMARATY:

África do Sul, Alemanha, Andorra, Arábia Saudita, Argélia, Austrália, Áustria, Bahrein, Bangladesh, Belarus, Bélgica, Bósnia-Herzegovina, Brasil, Brunei Darussalam, Canadá, Catar, Chade, Chile, China, Chipre, Colômbia, Cuba, Dinamarca, Djibuti, Egito, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Filipinas, Finlândia, França, Gâmbia, Grécia, Guiana, Iêmen, Índia, Indonésia, Irlanda, Islândia, Itália, Japão, Jordânia, Kuwait, Letônia, Líbano, Libéria, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Malásia, Maldivas, Malta, Marrocos, Maurício, Mauritânia, México, Montenegro, Moçambique, Namíbia, Noruega, Nova Zelândia, Omã, Países Baixos, Paquistão, Polônia, Portugal, Quirguistão, Reino Unido, República da Coreia, República Popular Democrática da Coreia, Rússia, San Marino, São Tomé e Príncipe, Senegal, Síria, Somália, Sudão, Suécia, Suíça, Tadjiquistão, Tanzânia, Turquia, Uganda, Uruguai, Vanuatu, Venezuela, Vietnã, Zimbábue, Liga dos Estados Árabes, Organização da Cooperação Islâmica e União Europeia.

Condenamos veementemente as decisões e medidas unilaterais israelenses destinadas a expandir a presença ilegal de Israel na Cisjordânia. Tais decisões são contrárias às obrigações de Israel nos termos do direito internacional e devem ser imediatamente revertidas. Sublinhamos, a esse respeito, a nossa firme oposição a qualquer forma de anexação.

Reiteramos a nossa rejeição a todas as medidas destinadas a alterar a composição demográfica, o caráter e o status do Território Palestino Ocupado desde 1967, incluindo Jerusalém Oriental. Tais medidas violam o direito internacional, minam os esforços em curso em prol da paz e da estabilidade na região, vão de encontro ao Plano Abrangente e colocam em risco a perspectiva de alcançar um acordo de paz que ponha fim ao conflito.

De Metrópoles

Ediçã de texto por Beatriz Marks

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