Deputados de oposição pedem prisão preventiva de Lulinha

Deputados de oposição assinaram neta sexta-feira, 27/02, representação contra Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), pedindo sua prisão preventiva diante das acusações de participação em esquema de corrupção envolvendo o INSS e enviaram ao Ministério Público Federal (MPF). No total foram 40 assinaturas. A representação formulada por Rosangela Moro (União-SP) tem coautoria de parlamentares de partidos como PL, Republicanos, PSD, PP e União Brasil.

No documento, os parlamentares apontam fortes indícios de participação do representado em esquema de corrupção envolvendo o INSS, popularmente chamado de “farra do INSS” ou “mesada do Careca”. Segundo a peça, delações premiadas de ex-dirigentes da autarquia indicam que Lulinha recebia vantagens indevidas (aproximadamente R$ 300 mil mensais) para influenciar decisões do governo federal em benefício de entidades fraudulentas.

A informação integra o depoimento de uma testemunha ouvida pela Polícia Federal. Esse relato, posteriormente, foi encaminhado à CPMI do INSS, no Congresso Nacional. A iniciativa partiu de Edson Claro, ex-funcionário de Antunes, que afirma ser alvo de perseguição por parte do ex-empregador.

Em 25 de fevereiro de 2026, a imprensa nacional revelou que os ex-dirigentes do INSS, André Fidelis e Virgílio Antônio de Oliveira Filho, ambos presos desde novembro de 2025, formalizaram acordos de colaboração premiada. Nos depoimentos, os delatores detalharam a participação direta do Representado na estrutura decisória que permitiu a multiplicação das entidades fraudulentas, confirmando que os valores da referida mesada eram oriundos diretamente da propina paga pelas associações.

O documento diz ainda que “no ano de 2025, o Representado transferiu a sua residência para a cidade de Madri, na Espanha. Diante da robustez das novas provas trazidas pelos delatores, a permanência do Representado em solo estrangeiro deixa de ser uma opção de domicílio e passa a configurar risco concreto à aplicação da lei penal, dada a facilidade de evasão para outros países da União Europeia ou destinos sem tratado de extradição. Portanto, ante os fatos gravosos narrados, não restou opção senão provocar o Ministério Público Federal para que providências sejam tomadas.”

A REPRESENTAÇÃO REQUER:

  • Prisão preventiva de Lulinha, com base no risco de fuga (atualmente reside na Espanha) e para garantia da ordem pública e conveniência da instrução criminal;
  • Medidas cautelares, como apreensão de passaporte e monitoramento eletrônico;
  • Difusão Vermelha junto à Interpol;
  • Início de processo de extradição (instrutória) junto à Espanha;
  • Quebra de sigilos (bancário, fiscal e telemático) e bloqueio de ativos do investigado.

Além da prisão preventiva, também requerem o início de processo de extradição com base no tratado bilateral firmado entre Brasil e Espanha.

O documento ainda solicita a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático, a obtenção de relatórios de inteligência financeira e o bloqueio de bens e ativos eventualmente relacionados aos fatos sob apuração.

Até o momento, não houve manifestação pública de Fábio Luís Lula da Silva sobre o conteúdo da peça. Caberá ao MPF analisar se há elementos suficientes para instaurar procedimento investigatório ou adotar as medidas solicitadas pelos parlamentares.

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