Dep. Silvio Antonio questiona Ministro da Defesa sobre navios de guerra do Irã atracados em portos brasileiros
Em requerimento enviado ao Ministro da Defesa, José Mucio Monteiro Filho, o deputado federal Silvio Antonio (PL-MA), solicitou respostas a 23 questionamentos a respeito da atracação de navios de guerra da República Islâmica do Irã em portos brasileiros, abrangendo dois episódios ocorridos em 2023 e 2025.
No primeiro episódio, em março de 2023, dois navios de guerra do Irã, Iris Makran e Iris Dena, ficaram atracados no Porto do Rio de Janeiro, com visita autorizada pelo governo federal. Segundo o Irã, Makran, é um navio logístico, e o Dena, era equipado com mísseis, torpedos e canhões navais. Este, foi afundado por um submarino americano em 04/03/26, na costa sul do Sri Lanka, em nova ofensiva contra do Oriente Médio.
A presença das embarcações, contudo, gerou protesto de autoridades dos Estados Unidos.
No dia 15 de fevereiro de 2023, a embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Elizabeth Bagley, chegou a pedir que o país não permitisse que os navios atracassem.
“No passado, esses navios facilitavam o comércio ilegal e atividades terroristas, e também receberam sanções pelos Estados Unidos. O Brasil é uma nação soberana, mas nós acreditamos firmemente que esses navios não devem atracar em lugar nenhum”, afirmou Bagley.
No segundo episódio, em outubro de 2025, o navio iraniano Delruba chegou ao Terminal Portuário de Santa Catarina (TESC), na cidade de São Francisco do Sul, em 04/10, sancionado pelos Estados Unidos, transportando uma carga de 60 mil toneladas de ureia para a fabricação de fertilizantes avaliado em US$ 24 bilhões.
Diante dos dois episódios, o Departamento de Estado e parlamentares norte-americanos, que classificaram a decisão como “errada” e alertaram que o Brasil foi “o único país do nosso hemisfério que aceitou um pedido de atracação” dos referidos navios.
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QUESTIONAMENTOS SOBRE A ATRACAÇÃO DOS NAVIOS DE GUERRA
Dos 23 questionamentos feitos no requerimento, destacam-se abaixo dois:
- “Quais foram os fundamentos legais, normativos e técnicos utilizados pela Marinha do Brasil para autorizar a atracação dos navios de guerra IRIS Makran e IRIS Dena no Porto do Rio de Janeiro em 2023?“
- “Quais foram os fundamentos utilizados para autorizar a atracação do navio cargueiro iraniano Delruba no Porto de São Francisco do Sul (SC) em outubro de 2025, considerando que esta embarcação está sujeita a sanções do governo dos Estados Unidos desde 2018?“
Segundo o requerimento, “para além dos aspectos diplomáticos, os episódios suscitam legítimos questionamentos quanto aos critérios técnicos e jurídicos que fundamentaram as decisões, às tratativas diplomáticas que as precederam às medidas operacionais adotadas durante a permanência das embarcações e,especialmente, à avaliação dos riscos de sanções secundárias contra empresas brasileiras que prestaram serviços de apoio logístico às embarcações iranianas”.
O documento diz ainda que a “Marinha do Brasil, como instituição responsável pela defesa dos interesses nacionais no mar e pelo controle de entrada e permanência de embarcações estrangeiras em águas jurisdicionais brasileiras, detém as informações necessárias para prestar os esclarecimentos ora solicitados”.
Os episódios narrados enquadram-se perfeitamente nas competências regimentais da Comissão De Relações Exteriores e de Defesa Nacional por envolverem:
- O impacto nas relações diplomáticas entre Brasil e Estados
Unidos; - As repercussões na política de comércio exterior, considerando
os alertas de sanções secundárias a empresas brasileiras; - A passagem e permanência de forças estrangeiras (Marinha doIrã) em território nacional.
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Investigações da inteligência dos EUA, mostram como o Irã organizou uma rede de células terroristas em toda a América Latina, incluindo o Brasil. Ideologicamente o governo Lula é alinhado ao regime persa. Em suas notas oficiais através do Itamaraty, o Brasil posiciona-se sempre a favor da sangrenta ditadura aitolá, que ameaça destruir Israel e prega “morte à América”, condenando os ataques defensivos israelenses em parceria americana. O argumento é sempre o de “desestabilização da região através dos conflitos e objetivo financeiro positivo expressivo para investidores das indústrias armamentista e do petróleo; e também político, para gerar imagem positiva ao governo americano.”

