“Podem latir” e “Esgosto da sociedade”, diz Erika Hilton às mulheres que protestam no #ELENÃO
A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) atacou a mulheres que não concordam e nem aceitam que ela seja a presidente eleita da Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres da Câmara. A votação aconteceu na quarta-feira, 11, mesmo diante do esforço das parlamentares de oposição que votaram em branco como protesto por um homem biológico estar concorrendo a um cargo tão importate. “Podem latir” e “Esgoto da Sociedade”, em resposta a capanha feita nas redes sociais com a tag #ELENÃO.
“Derrota para as mulheres na semana da mulher”, reclamou a deputada Júlia Zanatta (PL-SC), entre outras. Hilton rebateu dizendo que deu “mais um passo na reparação” de sua “própria história” e “também na reparação da história de tantas mulheres que tiveram suas dignidades negadas”.
“Podem espernear. Podem latir. Eu sou a presidenta da Comissão da Mulher. E foi a minha luta, a minha história e a minha garra que me trouxeram até aqui. E agora faremos um debate sobre todas as mulheres pq somente unidas podemos frear a violência que nos assola”, atacou Hilton.
“E não estou nem um pouco preocupada se o esgoto da sociedade (mulheres de oposição) não gostou. A opinião de transfóbicos e imbeCIS é a última coisa que me importa”, disse a deputada em seu perfil no X.
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“#ELENÃO”
A campanha “#elenão” de redes sociais colocou para circular um abaixo-assinado na plataforma chance.org intitulado “Pela Representatividade Feminina na Presidência da Comissão da Mulher”, que contava mais de 55 mil assinaturas na manhã desta quinta-feira, 12.
“Nós, cidadãos e cidadãs manifestamos nossa discordância em relação à escolha da Deputada Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher (CMULHER) da Câmara dos Deputados”, diz o texto.
Os apoiadores do abaixo-assinado defendem que “a presidência da Comissão seja ocupada por uma parlamentar cujas bandeiras e histórico de atuação estejam estritamente alinhados com a defesa das prerrogativas das mulheres baseadas na distinção de sexo, conforme as demandas históricas do movimento de mulheres”.
O texto diz ainda que “já existem, no âmbito institucional e parlamentar, comissões, frentes e espaços destinados especificamente ao debate e à promoção das pautas relacionadas à população LGBTQIA+”, e que, portanto, “a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher deve permanecer focada nas demandas próprias das mulheres enquanto categoria biológica e social cientificamente reconhecida”.
Os assinantes dessa petição solicitam aos líderes partidários e ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), “que pressionem contra essa escolha absurda que fere os direitos das mulheres”.

