LIVE: 24/03/26 – “Não podemos vender a igreja, os votos do povo a troca de algum benefício. Isso é macular, prostituir a igreja do Senhor Jesus”

O deputado federal Silvio Antonio (PL-MA), publicou em suas redes sociais um alerta aos líderes evangélicos do Brasil, homens e mulheres, sobre a importância de a igreja cristã estar “limpa e sem mácula” diante dos eventos políticos que podem corromper as instituições cristãs que por ventura venham se envolver de maneira ilícita devido as necessidades que elas enfrentam em suas comunidades.

A sua fala se dá com base na Bíblia, no livro do novo testamento, Efésios 5:27; o texto que diz que “Jesus quer encontrar uma igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito.”

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O líder da Igreja MAIS alertou ainda sobre a possibilidade de as igrejas estarem recebendo recursos ilícitos sem terem conhecimento disso e gerar escândalos, como tem sido visto ultimamente na imprensa e redes sociais.

“Vocês podem estar recebendo dinheiro ilícito, desviado das emendas e dos recursos públicos. E um jogo de cintura que o político pode fazer.”

Portanto, líderes, homens e mulheres de Deus, não podemos macular a igreja, receber recursos ilícitos, a troca, nem vender à igreja os votos do povo a troca de algum benefício. Isso é macular, prostituir a igreja do Senhor Jesus.

Não podemos vender a igreja, os votos do povo a troca de algum benefício. Isso é macular, prostituir a igreja do Senhor Jesus

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“Eu quero aqui deixar uma mensagem aos pastores, aqueles que foram chamados por Deus, homens e mulheres, que estão a serviço para pastorear o rebanho que é de Jesus. Efésios 5, 27, fala que Jesus quer encontrar uma igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito. E cabe a nós, homens e mulheres vocacionados, apresentar essa igreja ao Senhor Jesus.

Mas existe hoje uma prática muito comum entre os líderes evangélicos. Vocês não têm ideia, tanto quando nós estamos em campanha, para tentar uma eleição, quanto depois quando tem o mandato, que são os pedidos. Pedidos para construção, reforma, para festa de igreja, para eventos, são diversos.

E às vezes o líder pensa que o político está ali e é obrigação dele ajudar. Deixa eu revelar algo aqui para vocês. Vou falar de deputado federal, como eu sou hoje.

Um deputado federal ganha líquido R$ 30 mil por mês. Tem os deputados estaduais, tem seus salários, senadores, enfim. Desse salário, é claro que ele pode dar uma oferta, mas imagine financiar um evento que custa R$ 50 mil, R$ 30 mil.

Financiar uma construção. E quando eu estou falando aqui, você sabe o que pastores e igrejas às vezes conseguem de recursos e patrocínios com políticos. De acordo com a Constituição, no seu artigo 19, inciso 1, e o Código Civil Brasileiro, a Lei 10.406, de 2002, é proibido, vedado, a igreja receber recurso público.

Porque os pastores pensam que a gente pode destinar as emendas parlamentares às igrejas. Não podemos. No máximo, quando a igreja tem uma ONG, uma associação, isso pode ser feito via o município ou via o governo do Estado.

E como então esse dinheiro chega na mão dos pastores e chega nas igrejas? Aí é que é o problema. Vocês podem estar recebendo dinheiro ilícito, desviado das emendas e dos recursos públicos. E um jogo de cintura que o político pode fazer.

Mas, principalmente, nós que somos políticos crentes, não podemos fazer esse tipo de coisa. Por isso, tantos escândalos que nós temos visto por aí, de políticos, pastores, agora mesmo nesse tempo, temos acompanhado vários escândalos. Fruto de quê? De político tentar atender a demandas de igrejas e de pastores. Essa não é a nossa função. Portanto, líderes, homens e mulheres de Deus, não podemos macular a igreja, receber recursos ilícitos, a troca, nem vender à igreja os votos do povo a troca de algum benefício. Isso é macular, prostituir a igreja do Senhor Jesus.

Eu sei que as demandas das igrejas são muitas, eu sei que, às vezes, tem pastores que não têm o suficiente e pedem ajuda, mas o apóstolo Paulo nos dá um exemplo muito grande. Quando ele ia numa cidade que a igreja não podia remunerá-lo, ele fazia tendas, ele trabalhava. E o pastor, por trabalhar e completar a sua renda, isso não vai diminuir o seu valor e nem o seu Ministério de Tempo Integral.

Mas precisa trabalhar por um tempo até que o Ministério possa sustentá-lo. Cabe a mim hoje, nessa minha função, no lugar que eu estou, como deputado federal e pastor, esclarecer a vocês para que a igreja seja apresentada como noiva, gloriosa, santa e irrepreensível ao Senhor Jesus. Deus abençoe sua vida, Deus abençoe sua família e Deus abençoe o seu Ministério.”

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