68% dos evangélicos desaprovam governo Lula, diz Genial/Quaest
O índice de desaprovação do presidente Lula (PT) entre os evangélicos subiu de 61%, em março, para 68%, em abril. O dado é da Pesquisa Genial/Quaest, divulgada na quarta-feira (15/4).
A aprovação do petista também caiu entre o grupo. Passou de 33% para 28% neste mês. A má percepção econômica e a consolidação da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) estão entre as explicações.
No contexto geral, a desaprovação do atual presidente subiu de 51% para 52% entre março e abril. A aprovação oscilou de 44% para 43%.
O levantamento foi realizado entre 9 e 13 de abril, com 2.004 entrevistas presenciais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.
Crescimento da desaprovação pode ser rescaldo do Carnaval.
Para os religiosos, a homenagem a Lula no desfile da Acadêmicos de Niterói na Sapucaí, que teve uma das alas com a fantasia “família em conserva”, pode ainda estar influenciando na desaprovação do presidente.
O governo não tem como reagir ao cenário, afirma bispo Robson Rodovalho. O líder da igreja Sara Nossa Terra elenca problemas que podem ser percebidos pela população como a violência e o preço dos alimentos. Ele aponta que hoje “existe a busca por emplacar o fim da jornada 6×1”, mas que “a isenção do imposto de renda, por exemplo, não teve efeito positivo para o governo”.
Apesar das denúncias de propaganda antecipada e abuso de poder na Justiça Eleitoral, o que pode até deixar Lula inelegível, o julgamento do eleitor cristão preocupa ainda mais o governo petista. Nas últimas duas eleições presidenciais, os cristãos se consolidaram como o grupo que mais rejeita Lula, e a sátira na Sapucaí aumentou o abismo entre o PT e os evangélicos.
Católicos
A aprovação de Lula entre os católicos também está em queda. A porcentagem desse eleitorado que aprova o governo do presidente passou de 55%, em janeiro, para 49%, em março, e se manteve em 49% em abril. Segundo a Quaest, a desaprovação entre os católicos subiu de 41% em janeiro para 46% em abril.
Rejeição contra o presidente por setor conservador da igreja Católica se intensificou, afirma pesquisador. “Esse grupo [que se une aos evangélicos de direita] já rejeitava fortemente e foi reativado nesse momento”, explica Vinicius do Valle, doutor em ciência política.
Segundo turno
A pesquisa também mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL) supera numericamente, pela primeira vez, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.
Os números apontam um empate técnico entre os pré-candidatos: 42% para Flávio e 40% para Lula.

