PSOL apresenta PL contra a morte de ratos, mas é favor do aborto até os nove meses

Com alerta de “conteúdo sensível”, a deputada federal Duda Salabert (PSOL-MG) divulgou em suas redes sociais um novo Projeto de Lei (PL) protocolado no Congresso em defesa dos ratos através da proibição da armadilha cola rato. “Apresentei um projeto de lei para proibir comercialização da fita cola rato no Brasil”, disse, ao mostrar imagens dos animais mortos em residências. As falas geraram críticas imediatas nas redes sociais.

“Essa fita é uma armadilha que prende o rato e deixa ele agonizando por horas, às vezes por dias”, afirmou, ao citar a “crueldade” do item usado para eliminar pragas. A parlamentar afirmou ainda que o dispositivo se tornaria foco de contaminação ao prender esses animais e que não deveria ser usado contra ratos, pois a presença deles apenas evidenciaria falhas em relação à coleta de lixo e saneamento básico, por exemplo.  

SIGA NO INSTAGRAM

O PSOL, partido de extrema-esquerda, no entanto, não demonstra a mesma compaixão e piedade com bebês na barriga ao solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) revogação de uma resolução do CFM que proíbe a morte de bebês com mais de 22 semanas por assistolia fetal, um método extremamente doloroso e cruel, que é proibido, inclusive, em sacrifício de animais.

“A assistolia é induzida pela injeção de drogas, geralmente cloreto de potássio e lidocaína, no coração do feto. Ninguém em sã consciência pode concordar que tamanha crueldade seja um direito materno sobre o bebê”, afirma o relator da Resolução CFM nº 2.378/24, conselheiro federal Raphael Câmara.

👉🏼 Veja ATUAÇÃO PARLAMENTAR de Silvio Antonio
👉🏼 PEC DA IMPARCIALIDADE DO JUDICIÁRIO, O QUE É?

O médico Francisco Cardoso, membro do Conselho Federal de Medicina (CFM) citou a postagem da deputada para perguntar por qual razão ela e o PSOL não veem a mesma crueldade na morte de bebês no ventre com até nove meses de gestação.

ADPF 1141, do PSOL, suspendeu resolução do CFM que protege a vida de bebês

O documento do Conselho impedia que médicos matassem bebês após 22 semanas de gestação, mas o ministro Alexandre de Moraes suspendeu a resolução, em maio de 2024, atendendo a pedido protocolado pelo PSOL. “Estão agora defendendo a vida dos ratos, mas bebês eles querem matar”, criticou Cardoso.

Recentemente, no entanto, a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou sobre a ADPF 1141, que questiona a Resolução do Conselho Federal de Medicina 2.378/24, e reacendeu o debate sobre o tema. O assunto foi incluído novamente em pauta pelo STF, com data ainda a definir, e a norma pode ser retomada, em breve.

Deixe uma resposta