Governo Lula libera R$12 bilhões em véspera de sabatina de Messias no SFT
O governo Lula liberou cerca de R$ 12 bilhões em emendas parlamentares às vésperas da sabatina de Messias no STF, indicado pelo presidente petista, marcada para esta quarta-feira na CCJ do Senado.
A audiência na comissão faz parte da tramitação da indicação de Messias para ocupar a cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou no ano passado.
O valor representa recursos reservados para pagamento futuro e faz parte de um total de R$ 17,3 bilhões que o governo é obrigado a executar até o fim do primeiro semestre de 2026, conforme a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Desse montante, aproximadamente R$ 10,7 bilhões já estão incluídos no cronograma obrigatório.
A movimentação ocorre em um momento estratégico, já que Jorge Messias será avaliado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Para avançar ao plenário, ele precisa de pelo menos 14 votos na comissão e, posteriormente, 41 votos favoráveis entre os senadores para ser aprovado.

🔎 Messias foi advogado do próprio Lula na Lava Jato e aparece nos grampos da época como o “Bessias”, o emissário de Dilma com o termo de posse para tentar blindar o ex-presidente e livrá-lo da cadeia.
Nos bastidores, a liberação acelerada é vista como parte da articulação política do governo Lula para consolidar apoio no Senado à indicação de Messias ao STF, e para os por partidos de oposição, como um futuro apadrinhamento político do presidente, dentro do Supremo.
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O timing chamou a atenção: no início de abril, menos de 2% do total obrigatório havia sido empenhado. Agora, com a sabatina na porta, o governo já comprometeu mais de 58% do previsto para o semestre.
Dados apontam que, no início de abril, o volume empenhado era de apenas R$ 389,8 milhões — menos de 2% do previsto. Com a recente aceleração, o governo já se comprometeu com mais de 58% do total que deve ser pago até junho.
O cronograma ainda prevê que cerca de 65% das emendas individuais e de bancada sejam destinadas a áreas como saúde, assistência social e transferências especiais, conhecidas como “emendas PIX”, que permitem maior flexibilidade na aplicação dos recursos.
Para os interesses do governo há dinheiro, não importa a quantia, já para os interesses da população brasileira falta recursos em diversas áreas, ou simplesmente não existe!

