Renda para consumo do brasileiro é a menor desde 2011

Itens essenciais, pagamento de dívidas e impostos têm consumido 80% da renda média dos brasileiros. A renda para consumo que sobra após todas as contas pagas alcançou 21% da renda total em fevereiro, o menor percentual desde 2011, quando chegou a 27,2%, segundo levantamento da Tendências Consultoria.

Esse resultado tem contribuído para a piora na avaliação do governo federal, apesar do emprego e da renda com o trabalho pujantes no país. O tema, inclusive, entrou no radar das campanhas presidenciais.

Apesar de alguns indicadores da economia brasileira serem positivos nesse momento, então, o que explica essa distância entre o número e a realidade? Economistas foram atrás da resposta.

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Eles tomaram como referência a renda do brasileiro de classe média, descontaram os gastos com impostos e pagamento de dívidas para saber quanto sobra para aquele consumo considerado não essencial, como lazer ou aquisição de bens e concluíram que a renda disponível para os chamados supérfluos chegou ao menor patamar em 15 anos. Em 2011 sobravam 27,2%. Já no ano passado, 21%.

As famílias acabam tomando empréstimo ou fazendo dívidas no cartão de crédito. Alessandra explica que elas têm um juro muito alto. Então isso acaba comendo realmente uma parte relevante da renda do consumidor.

Renda disponível para consumo do brasileiro é a menor desde 2011

A taxa Selic, referência para financiamentos, está em 14,75% ao ano. Isso em meio a conquistas da economia que acabam não sendo percebidas, como a taxa de desemprego em 5,8%. A renda média do trabalhador cresceu 12% e fechou 2025 em R$ 2316.

“A sensação das famílias é relativamente ruim em relação às condições financeiras da economia. E a gente avalia que esse cálculo ajuda a explicar o porquê. No fundo, o que está sobrando no final no bolso do consumidor brasileiro é menor, percentualmente, em relação a anos anteriores.”, explica Alessandra.

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