Greve no ensino superior atinge 54 universidades e institutos federais no Brasil

Funcionários técnico-administrativos de 54 universidades e institutos federais estão em greve total ou parcial desde de 23 de fevereiro de 2026, segundo dados foram divulgados pela Fasubra Sindical (Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil).

Das 5 regiões do país, o Sudeste é a que tem mais greves, com 18 instituições, sendo que só em Minas Gerais são 12. Em seguida vem o Nordeste, com 15, e o Sul, com 12.

No Maranhão, a greve atinge ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação de 3º grau no Estado do Maranhão (SINTEMA), em greve desde o dia 09 de março de 2026.

A categoria diz que o governo federal não cumpriu parte do Termo de Acordo da Greve, celebrado com a categoria em 2024 depois de outra paralisação e negociação com o Executivo. Os trabalhadores também reivindicam a jornada de 30 horas semanais e o posicionamento contrário à Reforma Administrativa.

Greve no ensino superior atinge 54 universidades e institutos federais no Brasil

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A greve foi anunciada pela Fasubra Sindical em fevereiro. Algumas universidades paralisaram imediatamente, mas outras aderiram em março e em abril. A paralisação não interrompe as aulas, mas afeta serviços como suporte administrativo e abertura de bibliotecas.

Principais Pontos da Greve (Abril 2026):

  • Motivação: Os trabalhadores acusam o governo federal de não cumprir o acordo firmado em 2024, que previa reajustes salariais e reestruturação de carreira.
  • Reivindicações: Reajuste salarial, reestruturação da carreira, melhorias nas condições de trabalho e jornada de 30 horas semanais.
  • Impacto: Afeta serviços essenciais, como restaurantes universitários, hospitais universitários, laboratórios e bibliotecas.

O QUE DIZ O GOVERNO LULA

Em nota enviada ao Poder360, o MEC (Ministério da Educação) disse que a greve é um direito constitucional e respeita os funcionários, além de manter o diálogo com eles.

Eis a íntegra da nota do MEC:

“O MEC reafirma seu respeito ao direito constitucional de greve e mantém diálogo permanente com as categorias da educação federal. Seguem informações do MGI/MEC sobre o tema:

“As negociações com as entidades representativas dos TAEs (Técnicos-Administrativos em Educação) das instituições federais de ensino superior públicas duraram vários meses e resultaram na assinatura do TA (Termo de Acordo) n° 11/2024, em 27 de junho de 2024. O termo foi assinado pelo governo, Fasubra e Sinasefe e previu a reestruturação de carreira e reajuste salarial para 2025 e 2026. 

“O termo de acordo também previu a criação de um GT (Grupo de Trabalho), para estudar a viabilidade técnica e jurídica de demandas apresentadas pelas entidades. Esse GT fez mais de sete reuniões entre 2024 e 2025. O governo atendeu boa parte dessas demandas dos TAES na Lei 15.367/2026, sancionada em março deste ano, entre elas: o RSC (Reconhecimento de Saberes e Competências), que agora está em fase de regulamentação para ser implementado; a jornada de 30 horas semanais (6 horas ininterruptas) para atividades de atendimento ao público externo, que inclui alunos e população em geral; e o plantão de 12 horas por 60 horas para servidores dos hospitais universitários e vigilantes.

“Ao longo de todo esse processo o governo manteve e mantém diálogo permanente com representantes das categorias, a exemplo de reunião realizada em 15 de abril, em Brasília”.

O Ministério da Gestão e Inovação afirmou ao site Poder360 que o governo atendeu parte das demandas dos trabalhadores e que mantém o diálogo com os funcionários.

Eis a íntegra da nota do Ministério da Gestão e Inovação:

“As negociações com as entidades representativas dos TAEs (Técnicos-Administrativos em Educação) das instituições federais de ensino superior públicas duraram vários meses e resultaram na assinatura do TA (Termo de Acordo) n° 11/2024, em 27 de junho de 2024. O termo foi assinado pelo governo, Fasubra e Sinasefe e previu a reestruturação de carreira e reajuste salarial para 2025 e 2026. 

“O termo de acordo também previu a criação de um Grupo de Trabalho (GT), para estudar a viabilidade técnica e jurídica de demandas apresentadas pelas entidades. Esse GT fez mais de sete reuniões entre 2024 e 2025. O governo atendeu boa parte dessas demandas dos TAES na Lei 15.367/2026, sancionada em março deste ano, entre elas: o RSC (Reconhecimento de Saberes e Competências), que agora está em fase de regulamentação para ser implementado; a jornada de 30 horas semanais (6 horas ininterruptas) para atividades de atendimento ao público externo, que inclui alunos e população em geral; e o plantão de 12 horas por 60 horas para servidores dos hospitais universitários e vigilantes.

“Ao longo de todo esse processo o governo manteve e mantém diálogo permanente com representantes das categorias, a exemplo de reunião realizada em 15 de abril, em Brasília”.

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