Promotora se ofende com oração “O abraço de Deus”: INCONSTITUCIONAL!

Na última sexta-feira (3), a promotora de Justiça Elayne Christina da Silva Rodrigues criticou a abertura do XCI Fórum Permanente de Conselheiros e Ex-Conselheiros Tutelares, realizado no Teatro Raul Cortez, em Duque de Caxias (RJ). Ela afirmou que a referência a Deus no início da cerimônia, contrariava a Constituição e disse que chegou a avisar a organização de que deixaria o local caso fosse feita uma oração.

O encontro reuniu representantes da área da infância e adolescência, além da vice-prefeita Aline do Áureo (Solidariedade) e do deputado federal Marcelo Crivella (Republicanos-RJ). O parlamentar anunciou, durante seu discurso, o envio de recursos para a Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Estado do Rio de Janeiro (Ceperj).

​👍Veja como foi a ATUAÇÃO PARLAMENTAR do deputado Silvio Antonio.

Para o suplente de deputado federal pelo PL-MA, Silvio Antonio e líder da Igreja MAIS em São Luis-MA, há uma necessidade de reação a perseguições religiosas, principalmente cristãs:

“Vamos reagir a todo tipo de perseguição religiosa, o país é sim laico, mas o povo é cristão, e tem que ser respeitado”, enfatiza em vídeo publicado em suas redes sociais.

Segundo relatos, a manifestação ocorreu durante a apresentação de um grupo de crianças. Enquanto os participantes trocavam de figurino, o instrutor leu um poema sobre o “Abraço de Deus”, fato que motivou a reação da representante do Ministério Público.

Promotora se ofende com oração "O abraço de Deus": INCONSTITUCIONAL!

– Ao início do evento eu fui assolapada por uma oração evangélica. Preciso esclarecer à organização do evento e à associação que a fé é um direito privado, que não deve ser estendido a outras pessoas em um evento público. Eu não sou evangélica e me senti extremamente ofendida com o início da apresentação – afirmou a promotora.

Durante a fala, a presidente da Associação dos Conselheiros e Ex-Conselheiros Tutelares do Estado do Rio de Janeiro (Acterj) tentou dialogar com a promotora, mas o conteúdo da conversa não pôde ser ouvido no vídeo.

A promotora respondeu que não houve uma oração formal, mas uma “chamada a Deus” na abertura do evento. Ela também informou que havia enviado uma mensagem à organização alertando que, caso fosse realizada uma oração, o Ministério Público deixaria a cerimônia.

E continuou:

– Se a senhora começar a interferir na minha fala, na fala do Ministério Público, eu me retiro. Aqui represento o Ministério Público e tenho garantia constitucional para estar nesse local e ocupar esse espaço. Esse deboche ofende o Ministério Público e a Constituição – declarou.

PRESENTES


Pleno.News, ouviu pessoas presentes no evento, que disseram ter havido um constrangimento diante da reação da promotora

– Todos os presentes ficaram constrangidos com a ação – afirmou uma das fontes.

– Quem estava lá sabe que não houve oração. O coordenador de um projeto social leu um texto para a introdução de uma coreografia – relatou outra.

REPERCUSSÃO NAS REDES SOCIAIS


Após repercussão das falas da promotora Elayne Christina da Silva Rodrigues, que afirmou ser “inconstitucional” citar Deus durante abertura de evento na cidade de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, a promotora foi alvo de denúncia no Conselho Superior do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

A representação foi protocolada na noite desta quinta-feira (9) pela Associação dos Conselheiros e Ex-conselheiros Tutelares do Estado do Rio de Janeiro (Acterj) e solicita instauração de procedimento administrativo para apuração dos fatos e adoção de medidas administrativas.

Segundo o texto encaminhado ao MPRJ, é preciso analisar se a atitude da promotora, realizada na condição de representante do MP, respeitou os limites institucionais e a jurisprudência do STF sobre laicidade, liberdade religiosa e liberdade de expressão, ja que a Constituição Federal não proíbe manifestações religiosas em eventos públicos, segundo o jornal Gazeta do Povo.

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